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Você está em: ABEP 'Eventos, Café Brasil 2'
 

Café Brasil 2 - Oxford, 24 de Fevereiro de 2001

1. Agenda:

- Wladimir Alonso deu as boas vindas aos presentes em nome da Brazilian Society de Oxford;

- Fernando Buarque, Presidente da ABEP, apresentou o palestrante e O conjunto de idéias e formato que norteiam os Cafés Brasil;

- O Professor Bresser Pereira expós durante 30 minutos suas idéia sobre o tema (Estabilidade no Emprego: benefício ou prejuíso para a Ciência do Brasil);

- Ao longo da discussão e num ambiente bastante informal, cafés, pães de queijo, refrigerante, brigadeiros e arroz-dôce (preparados pelo pessoal de Oxford) foram servidos aos presentes;

- Em seguida, todos os presentes se alternaram por uma hora e trinta minutos, levantando muitos dos aspectos polêmicos do tema. Abaixo estão listados alguns deles


2. Idéias/conceitos debatidos (lembro que estes não foram consenso e nem expressam a opinião da ABEP - o objetivo em se listar estes tópicos é o de refletirmos sobre eles):

- Universidade como empresa é um escândalo que deve ser combatido. A idéia aqui é a de se evitar Universidades que formam clones, não invistam na pesquisa e/ou sejam somente guiadas pelo mercado. Ou seja Universidades que visam lucro;

- O professor Bresser defendeu para o Brasil uma modelo de Universidade Pública, mas não Estatal. Como nos Estados Unidos e Inglaterra. No Brasil um exemplo disto eé a Fundaccão Getúlio Vargas;

- A idéia anterior não invalida a tese do estado com o maior financiador da educaccão superior, pelo contrário. Porém, ela inclui o princípio de independência das Universidades do governo;

- Esta mudancca é difícil de ser implementada, devido aos desníveis regionais e institucionais, porém com prováveis bons resultados de longo prazo. Riscos seriam o de inviabilizar instituiccões menores e/ou emergentes. Nestes casos os processos de "independencia" poderiam/ deveriam ser postergados. Existe tb o risco, se mal administrado este processo, um grande aumento nestas discrepâncias;

- Algumas justificativas para que a Universidade brasileira torne-se não estatal são:

a) o estado é monopolista;

b) não estimula a competiccão, e

c) induz a um excesso de burocracia;

- Comentou-se que a Universidade Brasileira não é competitiva como as Americanas. Isto no sentido de brigar pelos melhores alunos e buscar parcerias e investimentos na indústria;

- Discutiu-se a estabilidade no emprego para os professores. Isto por um lado tranquiliza os profissionais que se dedicam a esta nobre missão, mas pode induzir comportamentos de total interesse em produzir;

- Soluccões possíveis para se evitar demissões injustas e perseguiccões seriam avaliaccões periódicas por comites e padrões claramente definidos;

- Autonomia universitária, também foi algo que se conversou;

- Concluiu-se com um certo concenso de que a Universidade brasileira está num processo lento de maturaccão, e que todos temos que nos envolver diretamente no processo político de suas mudanccas.