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1. Agenda:
- Wladimir Alonso deu as boas vindas aos presentes em nome da Brazilian
Society de Oxford;
- Fernando Buarque, Presidente da ABEP, apresentou o palestrante e O conjunto
de idéias e formato que norteiam os Cafés Brasil;
- O Professor Bresser Pereira expós durante 30 minutos suas idéia
sobre o tema (Estabilidade no Emprego: benefício ou prejuíso
para a Ciência do Brasil);
- Ao longo da discussão e num ambiente bastante informal, cafés,
pães de queijo, refrigerante, brigadeiros e arroz-dôce (preparados
pelo pessoal de Oxford) foram servidos aos presentes;
- Em seguida, todos os presentes se alternaram por uma hora e trinta minutos,
levantando muitos dos aspectos polêmicos do tema. Abaixo estão
listados alguns deles
2. Idéias/conceitos debatidos (lembro que estes não
foram consenso e nem expressam a opinião da ABEP - o objetivo em
se listar estes tópicos é o de refletirmos sobre eles):
- Universidade como empresa é um escândalo que deve ser combatido.
A idéia aqui é a de se evitar Universidades que formam clones,
não invistam na pesquisa e/ou sejam somente guiadas pelo mercado.
Ou seja Universidades que visam lucro;
- O professor Bresser defendeu para o Brasil uma modelo de Universidade
Pública, mas não Estatal. Como nos Estados Unidos e Inglaterra.
No Brasil um exemplo disto eé a Fundaccão Getúlio
Vargas;
- A idéia anterior não invalida a tese do estado com o maior
financiador da educaccão superior, pelo contrário. Porém,
ela inclui o princípio de independência das Universidades
do governo;
- Esta mudancca é difícil de ser implementada, devido aos
desníveis regionais e institucionais, porém com prováveis
bons resultados de longo prazo. Riscos seriam o de inviabilizar instituiccões
menores e/ou emergentes. Nestes casos os processos de "independencia" poderiam/
deveriam ser postergados. Existe tb o risco, se mal administrado este processo,
um grande aumento nestas discrepâncias;
- Algumas justificativas para que a Universidade brasileira torne-se não
estatal são:
a) o estado é monopolista;
b) não estimula a competiccão, e
c) induz a um excesso de burocracia;
- Comentou-se que a Universidade Brasileira não é competitiva
como as Americanas. Isto no sentido de brigar pelos melhores alunos e buscar
parcerias e investimentos na indústria;
- Discutiu-se a estabilidade no emprego para os professores. Isto por
um lado tranquiliza os profissionais que se dedicam a esta nobre missão,
mas pode induzir comportamentos de total interesse em produzir;
- Soluccões possíveis para se evitar demissões injustas
e perseguiccões seriam avaliaccões periódicas por
comites e padrões claramente definidos;
- Autonomia universitária, também foi algo que se conversou;
- Concluiu-se com um certo concenso de que a Universidade brasileira está
num processo lento de maturaccão, e que todos temos que nos envolver
diretamente no processo político de suas mudanccas.
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